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Perguntas frequentes sobre AWS
O que mais se pergunta sobre cada frente da AWS — do que é região até qual certificação fazer primeiro —, respondido em poucas linhas e com o link da documentação oficial que sustenta cada resposta. Revisado em 21/out/2026.
AWS 101
O que é a AWS?
A Amazon Web Services é a plataforma de nuvem da Amazon: oferece computação, armazenamento, banco de dados, rede, analytics, segurança e ferramentas de desenvolvimento sob demanda, com preço por uso e sem investimento inicial em servidor. A AWS começou a oferecer infraestrutura como serviço web em 2006, e a visão geral oficial fala em mais de 200 serviços disponíveis.
Fonte: docs.aws.amazon.com
Qual a diferença entre região e zona de disponibilidade?
Região é uma localização geográfica onde a AWS tem infraestrutura, como São Paulo (sa-east-1); zona de disponibilidade (AZ) é uma localização física separada dentro dessa região. Segundo a documentação, toda região tem pelo menos três AZs, e o código da AZ é o da região seguido de uma letra (sa-east-1a, sa-east-1b...). Ter várias AZs por região é o que permite desenhar aplicações de alta disponibilidade.
Fonte: docs.aws.amazon.com
A AWS tem região no Brasil?
Sim: a região South America (São Paulo), código sa-east-1, com três zonas de disponibilidade. Ela vem habilitada por padrão em toda conta nova, sem precisar ativar (diferente das regiões lançadas depois de março de 2019, que exigem opt-in). Nem todo serviço ou modelo chega a São Paulo ao mesmo tempo que aos EUA, então confira a disponibilidade de cada um antes de escolher a região.
Fonte: docs.aws.amazon.com
Como criar uma conta na AWS?
No cadastro padrão você informa um e-mail (que vira o login do usuário root), um nome para a conta e uma senha, escolhe o plano da conta (gratuito ou pago), preenche contato e dados de cobrança, confirma a identidade por SMS ou ligação e escolhe um plano de suporte. A ativação costuma levar minutos, mas pode chegar a 24 horas. Para conta de empresa, a documentação recomenda usar e-mail de lista corporativa e telefone da empresa, não pessoais.
Fonte: docs.aws.amazon.com
O que é o usuário root e por que não usar no dia a dia?
É a identidade criada junto com a conta, com acesso total a todos os serviços e recursos. A AWS recomenda guardar essas credenciais e usá-las só nas poucas tarefas que exigem root (como fechar a conta ou trocar o e-mail dela) e criar um usuário administrativo no IAM Identity Center para o trabalho diário. O MFA é exigido para o root por padrão, mas você precisa cadastrá-lo na criação da conta ou quando o login pedir.
Fonte: docs.aws.amazon.com
Dá para usar a AWS de graça?
Segundo a página oficial, em out/2026, quem cria uma conta nova recebe US$ 100 em créditos na hora e pode ganhar até mais US$ 100 explorando serviços, até US$ 200 no total. No plano gratuito a conta dura até 6 meses ou até os créditos acabarem, o que vier primeiro, e não há cobrança a menos que você mude para o plano pago. Além disso, mais de 30 serviços têm cota mensal sempre gratuita, nos dois planos.
Fonte: aws.amazon.com
Computação
O que é o Amazon EC2 e como ele é cobrado?
O EC2 é o serviço de servidores virtuais (instâncias) da AWS: você escolhe o tipo de instância, que define CPU, memória, rede e armazenamento, e sobe ou derruba máquinas conforme a demanda. Sob demanda, a cobrança é por segundo, com mínimo de 60 segundos e sem compromisso. Para pagar menos existem Savings Plans e Reserved Instances (compromisso de 1 ou 3 anos) e instâncias Spot, que usam capacidade ociosa.
Fonte: docs.aws.amazon.com
Qual a diferença entre ECS e EKS?
Os dois orquestram containers. O ECS é o orquestrador gerenciado da própria AWS, com tarefas e serviços definidos no modelo dela; o EKS é Kubernetes gerenciado, com o plano de controle mantido pela AWS. O guia de decisão oficial indica o ECS para quem quer mais controle de rede e segurança sem abrir mão de escala, e o EKS para quem quer a flexibilidade do Kubernetes, lembrando que operar Kubernetes exige time para acompanhar as versões, que saem três vezes por ano.
Fonte: docs.aws.amazon.com
O que é o AWS Fargate?
É um motor serverless para containers: você define CPU, memória, rede e permissões da tarefa e roda o container sem provisionar nem escalar instâncias EC2. Funciona com ECS e com EKS, e cada tarefa tem isolamento próprio de kernel, CPU, memória e interface de rede. Existe também o Fargate Spot, mais barato, para tarefas que toleram interrupção com aviso de dois minutos.
Fonte: docs.aws.amazon.com
O que é o Graviton e vale a pena?
Graviton é a família de processadores da própria Amazon para cargas de trabalho no EC2, também oferecida em serviços gerenciados como RDS, Aurora e EKS. Segundo a página oficial, em out/2026, instâncias Graviton custam até 20% menos que instâncias x86 comparáveis e usam até 60% menos energia para o mesmo desempenho; a geração em destaque é a Graviton5.
Fonte: aws.amazon.com
Lightsail ou EC2? E o Lightsail tem em São Paulo?
O Lightsail empacota servidor virtual, disco, transferência, IP estático, DNS e até banco gerenciado num plano de preço mensal previsível, pensado para site, aplicação web simples ou projeto pessoal; o EC2 dá mais tipos de instância e controle fino de rede. Segundo a lista de regiões da documentação do Lightsail, em out/2026, South America (São Paulo) sa-east-1 está entre as regiões suportadas.
Fonte: docs.aws.amazon.com
O que é uma instância Spot?
É uma instância que usa capacidade ociosa do EC2 por um preço abaixo do sob demanda; o preço Spot varia aos poucos conforme oferta e demanda. Em troca, a AWS pode interromper a instância quando precisar da capacidade de volta, com aviso de dois minutos. Serve bem para processamento em lote, análise de dados e tarefas em segundo plano, e Spot não é coberto por Savings Plans.
Fonte: docs.aws.amazon.com
Serverless
O que é o AWS Lambda?
Lambda é o serviço de computação serverless da AWS: você sobe o código e a AWS cuida de servidor, capacidade, escala e patches. O modelo clássico, hoje chamado de Event Functions, roda uma função em resposta a eventos (API Gateway, S3, SQS, EventBridge e outros) por até 15 minutos por invocação no padrão. A documentação de out/2026 também lista Web Functions, para servir HTTP direto com frameworks Node.js, e MicroVMs, para ambientes isolados de até 8 horas.
Fonte: docs.aws.amazon.com
Quanto custa o Lambda?
As Event Functions são cobradas por número de requisições e pela duração da execução em GB-segundo, que depende da memória configurada (de 128 MB a 10.240 MB). Segundo a página de preços, em out/2026, a camada gratuita inclui 1 milhão de requisições e 400.000 GB-segundos por mês, e não vale para funções com Provisioned Concurrency. O preço por unidade varia por região e arquitetura, então use a tabela da região que você vai usar.
Fonte: aws.amazon.com
O Lambda está disponível na região São Paulo?
Sim. A página de endpoints do Lambda lista South America (São Paulo), sa-east-1, com os endpoints lambda.sa-east-1.amazonaws.com e lambda.sa-east-1.api.aws. A mesma página traz as cotas padrão, como o tempo máximo de 900 segundos por função e o limite de 1.000 execuções simultâneas por região, este ajustável.
Fonte: docs.aws.amazon.com
API Gateway: qual a diferença entre REST API e HTTP API?
As duas criam APIs RESTful, mas a HTTP API tem menos recursos e por isso custa menos. Escolha a REST API se precisar de chave de API, limite de requisições por cliente, validação de requisição, cache, integração com AWS WAF ou endpoint privado. Se não precisar disso, a HTTP API resolve, e ela tem autorizador JWT nativo e deploy automático.
Fonte: docs.aws.amazon.com
Qual a diferença entre SQS, SNS e EventBridge?
O SQS é fila: o consumidor puxa as mensagens, que ficam guardadas até serem processadas ou expirarem (até 14 dias). O SNS é publicação e assinatura: empurra cada mensagem para os assinantes (HTTP, e-mail, SMS, Lambda, SQS) sem guardá-la. O EventBridge é um barramento de eventos que casa padrões no conteúdo do evento e roteia para destinos, inclusive em outras contas e aplicações SaaS.
Fonte: docs.aws.amazon.com
O que é o Step Functions e qual tipo de workflow usar?
O Step Functions orquestra passos (Lambda, outros serviços AWS, aprovação humana) como uma máquina de estados visual, com retry e tratamento de erro. O workflow Standard executa cada passo exatamente uma vez, pode durar até um ano e é cobrado por transição de estado. O Express executa pelo menos uma vez, dura até cinco minutos, é cobrado por número e duração de execuções e serve para alto volume, como streaming e IoT.
Fonte: docs.aws.amazon.com
Dados
O que é o Amazon S3?
O S3 é o armazenamento de objetos da AWS: você cria um bucket numa região e guarda arquivos (objetos) identificados por uma chave. Ele tem classes de armazenamento para cada padrão de acesso, do S3 Standard ao S3 Glacier Deep Archive, e o S3 Intelligent-Tiering move os dados entre camadas sozinho. A cobrança é pelo que você usa, sem reservar capacidade antes.
Fonte: docs.aws.amazon.com
Meu bucket S3 fica público por padrão?
Não. Buckets e objetos são privados por padrão, e o Block Public Access vem ligado no bucket; a AWS recomenda manter assim, a não ser que você saiba que precisa de acesso público. As ACLs também vêm desativadas por padrão, e o acesso deve ser controlado por bucket policy e políticas do IAM.
Fonte: docs.aws.amazon.com
Se eu usar a região São Paulo, meus dados ficam no Brasil?
No S3, sim: a documentação diz que objetos guardados numa região não saem dela, a menos que você transfira ou replique de forma explícita. A região do bucket é escolhida na criação e não pode ser trocada depois. Outros serviços têm regras próprias (por exemplo, inferência entre regiões no Bedrock), então confira cada um.
Fonte: docs.aws.amazon.com
Qual a diferença entre RDS e Aurora?
O Aurora é um dos motores do Amazon RDS, compatível com MySQL e PostgreSQL, mas com um subsistema de armazenamento distribuído próprio que cresce sozinho até 256 TiB por cluster. A AWS informa até 6 vezes a vazão do MySQL e do PostgreSQL padrão em hardware semelhante. Ele usa o mesmo console e as mesmas APIs do RDS, e dá para migrar do RDS for MySQL ou PostgreSQL por snapshot ou replicação.
Fonte: docs.aws.amazon.com
Quando usar o DynamoDB?
O DynamoDB é um banco NoSQL serverless, de chave-valor e documento, com latência de um dígito de milissegundo em qualquer escala e sem servidor para administrar. Ele não tem JOIN, então pede modelagem desnormalizada pensando nas consultas. Segundo a documentação, em out/2026, a camada sempre gratuita inclui 25 GB de armazenamento e 25 unidades de leitura e 25 de escrita provisionadas.
Fonte: docs.aws.amazon.com
Quanto custa consultar dados no S3 com o Athena?
Nas consultas SQL, o Athena cobra pelo volume de dados lido em cada consulta. Os exemplos da página de preços, em out/2026, usam US$ 5 por TB lido. O mesmo exemplo mostra que comprimir os arquivos e convertê-los para formato colunar, como Parquet, reduz bastante o volume lido e, portanto, a conta.
Fonte: aws.amazon.com
IA Generativa
O que é o Amazon Bedrock?
É o serviço gerenciado e serverless que dá acesso, por API, a modelos fundacionais de vários fornecedores para construir aplicações de IA generativa. Segundo a documentação, em out/2026, são mais de 100 modelos, de fornecedores como Amazon, Anthropic, DeepSeek, Moonshot AI, MiniMax, OpenAI e xAI. Você chama os modelos pelo endpoint bedrock-runtime, inclusive com APIs compatíveis com as da Anthropic e da OpenAI.
Fonte: docs.aws.amazon.com
O Bedrock funciona na região São Paulo?
O serviço tem endpoint em sa-east-1, mas a disponibilidade muda por modelo. Segundo a tabela oficial de disponibilidade por região, em out/2026, os modelos Claude listados só são acessíveis a partir de São Paulo por inferência entre regiões do tipo Global, que pode processar a requisição em qualquer região comercial. Se a exigência é processar dentro do Brasil, confira modelo a modelo quais aceitam inferência In-Region em sa-east-1.
Fonte: docs.aws.amazon.com
Quanto custa usar o Bedrock?
No modo sob demanda você paga por token, com preços separados para entrada e saída, que variam por modelo e por região. Segundo a página de preços, em out/2026, a inferência em lote custa 50% menos que a sob demanda para modelos selecionados, o nível Flex tem 50% de desconto e o Priority custa 75% a mais; há ainda capacidade reservada, cobrada por hora.
Fonte: aws.amazon.com
Qual a diferença entre Bedrock e SageMaker AI?
O Bedrock é para quem quer consumir modelos prontos por API, com prompt, RAG e agentes, sem gerenciar infraestrutura e pagando por token. O SageMaker AI é para treinar, ajustar e implantar modelos próprios ou abertos com mais controle sobre instâncias, custo, latência e vazão. O Bedrock traz ainda Knowledge Bases para RAG, Guardrails e o AgentCore para agentes, e o guia de decisão da AWS sugere começar por ele e passar ao SageMaker AI quando a personalização exigir.
Fonte: docs.aws.amazon.com
O fornecedor do modelo vê meus prompts no Bedrock?
Segundo a documentação de proteção de dados, não: os modelos rodam em contas de implantação operadas pelo time do Bedrock, às quais os fornecedores não têm acesso, e por isso eles não veem os logs nem os prompts e respostas dos clientes. A mesma página remete às regras de retenção de dados e de detecção de abuso, que variam por modelo, então leia a política do modelo antes de usar.
Fonte: docs.aws.amazon.com
O Amazon Q Developer vai continuar existindo?
Segundo a página oficial, em out/2026, a AWS vai encerrar o suporte aos plugins de IDE do Amazon Q Developer em 30 de abril de 2027 e indica o Kiro para quem quer recursos parecidos. Até lá, a página informa uma camada gratuita com 50 interações de chat agêntico por mês.
Fonte: aws.amazon.com
AWS para Vibe Coders
Como colocar na AWS um app que o agente de código escreveu?
Para app web, o caminho mais curto é o Amplify Hosting: você conecta o repositório (GitHub, GitLab, Bitbucket ou CodeCommit) e cada push gera um deploy contínuo numa CDN global. Ele aceita frameworks com SSR como Next.js e Nuxt (Astro e SvelteKit com adaptador da comunidade), SPAs como React, Angular e Vue, e geradores de site estático como Hugo e Gatsby. Branches viram ambientes separados e pull requests podem ganhar preview.
Fonte: docs.aws.amazon.com
O Amplify roda Next.js com SSR?
Sim. Segundo a documentação, em out/2026, o Amplify Hosting gerencia SSR para apps feitos com Next.js da versão 12 à 15, com rotas de API, ISR, middleware e otimização de imagem. Não são suportados, entre outros, Edge API Routes, ISR sob demanda e streaming do Next.js, então confira se o agente não usou esses recursos.
Fonte: docs.aws.amazon.com
O Amplify está disponível na região São Paulo?
Sim. A página de endpoints do Amplify lista South America (São Paulo), sa-east-1, com o endpoint amplify.sa-east-1.amazonaws.com. A mesma página traz as cotas padrão do serviço.
Fonte: docs.aws.amazon.com
O que é o Kiro?
Kiro é a plataforma de desenvolvimento com IA da AWS, disponível como IDE e como CLI. Ele trabalha com desenvolvimento guiado por especificação: transforma o pedido em requisitos, desenho e lista de tarefas antes de escrever código. Também usa steering files (arquivos markdown com as regras do projeto), hooks que rodam verificações ao salvar ou commitar, e suporte a MCP para falar com ferramentas e documentação externas.
Fonte: aws.amazon.com
Existe servidor MCP oficial da AWS para agentes de código?
Sim, o AWS MCP Server, parte do Agent Toolkit for AWS, que funciona com Kiro, Claude Code, Cursor, Codex e outros agentes compatíveis com MCP. Sem login, o agente consulta a documentação atual da AWS; para chamar APIs, rodar scripts ou seguir skills, ele se autentica com suas credenciais do IAM, e a AWS recomenda dar ao agente só as permissões mínimas. O toolkit não tem custo adicional: você paga apenas pelos recursos que o agente cria.
Fonte: docs.aws.amazon.com
O agente deixou chave de API no código. Onde guardar segredos na AWS?
No AWS Secrets Manager: a aplicação busca a credencial em tempo de execução em vez de tê-la escrita no código-fonte, e você pode configurar rotação automática. Para credenciais da própria AWS, a documentação recomenda o IAM, e para chaves de criptografia, o KMS. A cobrança do Secrets Manager é por uso, sem taxa mínima.
Fonte: docs.aws.amazon.com
Segurança
O que é o IAM e quanto custa?
O IAM (Identity and Access Management) controla quem pode entrar na conta (autenticação) e o que cada identidade pode fazer em cada recurso (autorização), por meio de usuários, papéis e políticas. IAM, IAM Identity Center e STS não têm cobrança adicional; você paga só pelos serviços acessados com essas identidades.
Fonte: docs.aws.amazon.com
O que é o modelo de responsabilidade compartilhada?
É a divisão de quem cuida do quê: a AWS responde pela segurança da nuvem (hardware, rede, instalações físicas e a camada de virtualização) e o cliente, pela segurança na nuvem (dados, criptografia, permissões no IAM e aplicação). A fatia do cliente muda com o serviço: no EC2 você cuida do sistema operacional, dos patches e do security group; em serviços gerenciados como S3 e DynamoDB, a AWS opera até a plataforma e você cuida dos dados e dos acessos.
Fonte: aws.amazon.com
A AWS está em conformidade com a LGPD?
A página da AWS sobre a LGPD diz que todos os serviços podem ser usados em conformidade com a lei, mas que a responsabilidade final pela conformidade é do cliente. A AWS se coloca como operadora (ou suboperadora) dos dados que o cliente sobe, oferece um Data Processing Agreement que atende à LGPD e afirma que não move o conteúdo para fora das regiões escolhidas pelo cliente, salvo para prestar o serviço pedido ou cumprir a lei.
Fonte: aws.amazon.com
O que é o Amazon GuardDuty?
É o serviço de detecção de ameaças da AWS: analisa continuamente eventos do CloudTrail, VPC Flow Logs e logs de DNS, sem você ligar mais nada, e aponta coisas como credencial vazada, mineração de criptomoeda e malware. Há planos de proteção opcionais para S3, EKS, RDS, Lambda, workloads de IA e outros. Segundo a documentação, em out/2026, a primeira ativação inclui 30 dias de teste gratuito.
Fonte: docs.aws.amazon.com
Qual a diferença entre AWS WAF e AWS Shield?
O WAF é um firewall de aplicação web: inspeciona requisições HTTP e HTTPS que chegam a CloudFront, API Gateway REST, Application Load Balancer, Amplify e outros, e bloqueia por IP, país, SQL injection, cross-site scripting ou excesso de requisições. O Shield é a proteção contra DDoS: o Shield Standard vem incluído sem custo extra, e o Shield Advanced, pago, amplia a proteção e dá acesso ao time de resposta da AWS (SRT).
Fonte: docs.aws.amazon.com
Qual o primeiro passo de segurança numa conta nova?
Proteger o usuário root: cadastrar MFA nele, guardar bem as credenciais e usá-lo só nas tarefas que exigem root; se criou chaves de acesso para ele, apague quando não forem mais necessárias. Para o trabalho diário, a documentação recomenda criar um usuário administrativo no IAM Identity Center. Se a conta faz parte de uma AWS Organization, dá para centralizar e até remover as credenciais root das contas-membro.
Fonte: docs.aws.amazon.com
Arquitetura
O que é o AWS Well-Architected Framework?
É o conjunto de boas práticas da AWS para desenhar e operar sistemas na nuvem, organizado em seis pilares: excelência operacional, segurança, confiabilidade, eficiência de desempenho, otimização de custos e sustentabilidade. A ideia é que negligenciar qualquer um deles torna mais difícil chegar a um sistema estável e eficiente.
Fonte: docs.aws.amazon.com
O que é uma VPC e ela é cobrada?
A VPC é a rede virtual isolada onde você coloca seus recursos, com sub-redes (cada uma numa zona de disponibilidade), tabelas de rota, internet gateway e endpoints privados para serviços da AWS. Toda conta já vem com uma VPC padrão em cada região. Criar a VPC não custa nada, mas alguns componentes são cobrados, como NAT gateway e endereços IPv4 públicos.
Fonte: docs.aws.amazon.com
O que é o CloudFront?
É a CDN da AWS: entrega conteúdo estático e dinâmico a partir de pontos de presença espalhados pelo mundo, roteando cada usuário para o de menor latência e buscando na origem (S3, load balancer, servidor HTTP) só o que não está em cache. A cobrança é por transferência de saída e por requisição, e a transferência da origem na AWS (como S3, ELB e API Gateway) para o CloudFront é gratuita.
Fonte: docs.aws.amazon.com
Qual a diferença entre CDK e CloudFormation?
O CloudFormation é o serviço que provisiona a infraestrutura a partir de templates em JSON ou YAML, com rollback em caso de erro. O CDK é um framework open source para descrever essa infraestrutura em linguagem de programação (TypeScript, JavaScript, Python, Java, C#/.NET ou Go) e que, no deploy, gera e aplica templates do CloudFormation. Ou seja, o CDK é uma camada por cima do CloudFormation, não um substituto.
Fonte: docs.aws.amazon.com
Para que serve o CloudWatch?
O CloudWatch é a observabilidade da AWS: recebe métricas de muitos serviços automaticamente, guarda e consulta logs, monta dashboards e dispara alarmes quando um limite é ultrapassado, inclusive com ação automática. Ele também aceita telemetria no padrão OpenTelemetry e tem monitoramento de aplicação (Application Signals) e testes sintéticos.
Fonte: docs.aws.amazon.com
Por que usar várias contas com o AWS Organizations?
Conta na AWS é uma fronteira natural de permissão, segurança e custo, e a própria AWS recomenda ambiente multi-conta para escalar (por exemplo, separar produção de desenvolvimento). O Organizations agrupa as contas em unidades organizacionais (OUs), aplica políticas como SCPs para limitar serviços e regiões, centraliza segurança e auditoria e consolida tudo numa fatura só.
Fonte: docs.aws.amazon.com
Custos
Qual a diferença entre o plano gratuito e o plano pago da AWS?
Segundo a documentação, em out/2026, todo cliente novo recebe US$ 100 em créditos, qualquer que seja o plano. O plano gratuito serve para testar sem cobrança por até seis meses ou até os créditos acabarem, mas não dá acesso a serviços que consumiriam o crédito rápido demais. O plano pago libera todos os serviços: o uso além dos créditos é cobrado pelo preço normal.
Fonte: docs.aws.amazon.com
O que acontece quando o plano gratuito acaba?
Segundo a FAQ oficial, em out/2026, a conta é suspensa e você perde acesso aos recursos, mas a AWS guarda seus dados por 90 dias. Se você mudar para o plano pago nesse prazo, os créditos que sobraram continuam valendo; se não mudar, a conta e o conteúdo são apagados de vez. A mudança para o plano pago pode ser feita a qualquer momento.
Fonte: aws.amazon.com
Como receber um alerta antes de a fatura subir?
Com o AWS Budgets: você cria um orçamento de custo ou de uso e recebe aviso por e-mail ou SNS quando o gasto real ou o previsto passa do limite, e pode até disparar uma ação, como aplicar uma política do IAM que impede criar recursos. Os dados do Budgets são atualizados até três vezes por dia, então o alerta pode chegar depois de o gasto já ter passado do limite.
Fonte: docs.aws.amazon.com
Como ver onde está indo o dinheiro na AWS?
Pelo AWS Cost Explorer, que mostra custo e uso por serviço, conta, região e outros filtros, com até 13 meses de histórico e previsão para os 18 meses seguintes. Usar a interface do console é gratuito; já a API do Cost Explorer cobra US$ 0,01 por requisição paginada, segundo a documentação em out/2026.
Fonte: docs.aws.amazon.com
O que são Savings Plans?
É um desconto sobre o preço sob demanda em troca de um compromisso de uso medido por hora, por 1 ou 3 anos, pago todo adiantado, parte adiantado ou sem adiantamento. O Compute Savings Plans vale para EC2 independentemente de família, tamanho, sistema ou região, e também para Fargate e Lambda. Segundo a documentação, em out/2026, a economia chega a até 72%.
Fonte: docs.aws.amazon.com
A AWS cobra em real e emite nota fiscal?
Para contas com CPF ou CNPJ válido, quem fatura desde 1º de novembro de 2020 é a AWS SBL, empresa da AWS sediada em São Paulo. Os preços continuam em dólar, mas a fatura é paga em reais, com o câmbio do momento em que ela é emitida, e vem com NFS-e e impostos inclusos. Sem o CPF ou CNPJ cadastrado nas configurações de impostos, a NFS-e não é emitida corretamente.
Fonte: aws.amazon.com
Carreira
Qual certificação AWS fazer primeiro?
Quem está começando costuma ir para o nível Foundational, que segundo a página oficial não exige experiência prévia: AWS Certified Cloud Practitioner (nuvem em geral) ou AWS Certified AI Practitioner (IA). O nível Associate, que inclui Solutions Architect, Developer, CloudOps Engineer, Data Engineer e Machine Learning Engineer, recomenda experiência prévia em nuvem ou TI.
Fonte: aws.amazon.com
Quanto custa uma prova de certificação AWS?
Segundo a página oficial de políticas, em out/2026, cada tentativa custa US$ 100 no nível Foundational, US$ 150 no Associate e US$ 300 no Professional e no Specialty, podendo haver impostos. O valor final em reais depende do câmbio.
Fonte: aws.amazon.com
Dá para fazer a prova em português?
Para o Cloud Practitioner, sim: segundo a página oficial, em out/2026, português (Brasil) está entre os idiomas da prova, ao lado de inglês, espanhol, japonês, coreano, chinês e outros. A lista muda por certificação e com o tempo (a mesma página avisa que as versões em alemão e italiano saem depois de 31/dez/2026), então confira na página de cada prova.
Fonte: aws.amazon.com
Como é a prova do Cloud Practitioner?
Segundo a página oficial, em out/2026, são 65 questões de múltipla escolha ou múltipla resposta em 90 minutos, e a prova custa US$ 100. Ela pode ser feita num centro de testes da Pearson VUE ou online com fiscal remoto. A certificação vale por 3 anos.
Fonte: aws.amazon.com
Quanto tempo vale a certificação e como renovar?
Renovar dá mais 3 anos de validade, e é preciso que a certificação ainda esteja ativa. O caminho padrão é passar na versão mais recente da mesma prova, e a maioria das provas aceita um voucher de 50% de desconto que fica na sua conta de certificação. O Cloud Practitioner também é renovado ao passar em qualquer prova Associate ou Professional.
Fonte: aws.amazon.com
O que é o AWS Skill Builder e ele é gratuito?
É a plataforma de treinamento online da AWS. Segundo a página oficial, em out/2026, há mais de 900 cursos digitais gratuitos e mais de 1.000 recursos de aprendizado sem custo. A assinatura individual (US$ 29 por mês ou US$ 449 por ano) libera o pacote completo de preparação para prova, que inclui simulados.
Fonte: aws.amazon.com
Comunidade
O que é um AWS User Group e como participar?
São grupos liderados pela comunidade em que builders se encontram para falar de AWS; os líderes têm apoio da AWS com plataforma de eventos, verba e acesso a palestrantes. Segundo a página oficial, em out/2026, existem mais de 590 grupos no mundo; o diretório filtra por país e cada grupo leva à sua página no Meetup. Se a sua cidade não tem grupo, dá para se candidatar a líder. O AWS Hub mantém a página /user-groups com os grupos do Brasil.
Fonte: builder.aws.com
O que é o AWS Community Builders e como entrar?
É um programa gratuito para quem produz conteúdo técnico sobre AWS, com webinars com os times de serviço, apoio para palestrar e créditos promocionais. A entrada é por lista de espera: as candidaturas são avaliadas uma vez por ano, com vagas limitadas, e o critério principal é o conteúdo público que a pessoa já publicou. É preciso ter 18 anos ou mais. O AWS Hub mantém a página /community-builders com os brasileiros do programa.
Fonte: builder.aws.com
Como alguém vira AWS Hero?
Não há inscrição: Heroes são indicados por funcionários da Amazon e avaliados por um comitê a cada trimestre, que pesa contribuição técnica e envolvimento constante com a comunidade mais do que certificações. Há Community Heroes e Heroes especializados em áreas como containers, dados, DevTools, IA, segurança e serverless. A página /community-builders do AWS Hub também lista os Heroes do Brasil.
Fonte: builder.aws.com
O que é um AWS Community Day?
É uma conferência organizada pela comunidade: líderes locais planejam a logística e o conteúdo, e a AWS entra apenas como um dos patrocinadores. O formato tem palestras técnicas, workshops e laboratórios práticos, e a página oficial diz que, na maioria das regiões, a entrada é gratuita. A página /user-groups do AWS Hub reúne os Community Days no Brasil.
Fonte: aws.amazon.com
Quando é o AWS Summit São Paulo e ele é gratuito?
É um evento gratuito de um dia, com keynote, sessões técnicas, workshops e área de exposição. Segundo a página oficial, em out/2026, a edição de 2026 foi em 3 de setembro e já foi encerrada, com a keynote disponível sob demanda; a data da próxima edição ainda não estava publicada.
Fonte: aws.amazon.com
O que é o re:Invent e quando acontece?
É a conferência anual da AWS sobre nuvem e IA, em Las Vegas, onde costumam sair os principais lançamentos do ano. Segundo a página oficial, em out/2026, a edição de 2026 vai de 30 de novembro a 4 de dezembro; a agenda de keynotes ainda não estava publicada.
Fonte: aws.amazon.com