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AWS re:Invent 2026 detalha sessões sobre os três novos modelos de execução do Lambda e agentes de IA serverless

A AWS publicou o guia de sessões de serverless e integração de aplicações do re:Invent 2026, em Las Vegas de 30 de novembro a 4 de dezembro. Durable functions, Lambda Managed Instances, Lambda MicroVMs e agentes de IA como consumidores serverless dominam a programação.

Por Danilo Barros6 min de leitura

Ilustração gerada por IA

A AWS publicou o guia oficial de sessões de serverless e integração de aplicações para o re:Invent 2026, que acontece em Las Vegas entre 30 de novembro e 4 de dezembro. O texto, assinado por Nicolas Tarzia, Senior Technical Account Manager da AWS, organiza o Catálogo de Sessões do evento por tema e indica o que mudou em relação às edições anteriores. Quem ainda não tem ingresso pode se inscrever pelo site do re:Invent 2026; quem não for a Las Vegas vai poder assistir depois, porque a AWS publica as breakout sessions no canal AWS Events no YouTube após o evento.

O recorte para quem constrói aplicação serverless no Brasil (seja no time que sobe função Lambda em produção, seja no arquiteto que desenha o próximo sistema orientado a eventos) gira em torno de três frentes: os novos modelos de execução do Lambda, agentes de IA como um tipo novo de consumidor de API e padrões de arquitetura orientada a eventos que já saíram do papel e estão em produção em empresas como a Honeycomb.

Três modelos de execução, três decisões de arquitetura

Até agora, rodar uma função no Lambda significava um único modelo: cobrança por invocação, cold start administrado pela AWS, sem opção de ajuste fino de concorrência por instância. A programação do re:Invent 2026 introduz dois modelos adicionais ao lado do modelo clássico (Functions), formando um trio:

  • Durable functions: execução de longa duração com checkpointing e recuperação por replay, pensada para fluxos como sagas, fan-out/fan-in e esperas com aprovação humana (human-in-the-loop).
  • Lambda Managed Instances: computação serverless sempre ativa, com a economia de instância do Amazon EC2 e multiconcorrência, mas com a AWS cuidando do ciclo de vida, patches e dimensionamento.
  • Lambda MicroVMs: isolamento em nível de VM por agente, locatário ou tarefa, com estado que persiste entre invocações e sandboxes suspensos quando ociosos.

A sessão SVS207 (Modernizando sua pilha de computação com os novos modelos de execução do Lambda) é o ponto de partida sugerido: o formato Breakout Session propõe escolher um modelo por classe de carga de trabalho e comparar monitoramento entre eles, com o público trazendo o próprio portfólio de cargas.

Para durable functions especificamente, a API314 é um Chalk Talk que detalha o checkpointing, os padrões de saga e um critério para decidir entre durable functions e o AWS Step Functions. Já a API316 é uma Code Talk que programa, ao vivo, um agente de IA do zero usando durable functions, com novas tentativas por backoff exponencial e aprovação humana sem cobrança pelo tempo ocioso.

Para o Managed Instances, a SVS332 propõe modelar o ponto de equilíbrio de custo entre esse modelo e a precificação por invocação tradicional, e pede que o participante leve a própria fatura do Lambda. Para o MicroVMs, a SVS307 foca em sandboxes para código não confiável, como código gerado por IA e plugins de terceiros, enquanto a SVS337 explica o isolamento por agente ou tarefa.

Agentes de IA como novo consumidor de serviços serverless

Um dos eixos centrais da programação deste ano é o que acontece quando quem chama sua função Lambda não é mais um microsserviço, e sim um agente autônomo. A SVS338 (Desenvolvedores serverless na era dos agentes: o que muda e o que permanece) resume o problema: uma única cadeia de raciocínio de um agente pode chamar até 200 funções, o que muda completamente a conta de governança de custo e a lógica de orquestração para fluxos não determinísticos.

Várias sessões tratam de como expor serviços para que agentes os descubram e usem:

  • SVS342 (Code Talk): adapta uma API serverless existente para virar ferramenta de agente, com servidor MCP, descoberta via Gateway do Amazon Bedrock AgentCore e um fluxo do Step Functions exposto como ferramenta única.
  • SVS324 (Chalk Talk): projeta funções Lambda como ferramentas de responsabilidade única, com esquemas claros de entrada e saída e interfaces compatíveis com Model Context Protocol (MCP).
  • API312 (Chalk Talk): mapeia padrões de coordenação multiagente no Amazon EventBridge, incluindo falhas como a delegação circular.
  • SVS306 (Builders' Session): monta um sistema multiagente com Lambda para execução de ferramentas, Amazon Bedrock para raciocínio e EventBridge para comunicação entre agentes.

Um ponto de atenção prático vem da SVS328 (Guardrails para infraestrutura serverless gerada por IA): agentes de codificação podem gerar políticas do AWS Identity and Access Management (IAM) com permissões excessivas e deixar de aplicar criptografia, e a sessão discute quais guardrails automatizar e quais exigem revisão humana. Para quem já usa agentes de codificação no dia a dia, essa é a sessão que trata diretamente do risco de produção.

O que já está validado em produção

A programação reserva uma trilha de sessões conduzidas por clientes, com números de produção que não aparecem nas sessões conceituais. A COM303 traz a Honeycomb explicando como executa o backend de consultas nos três modelos de execução simultaneamente: o Managed Instances absorve o tráfego em regime estável com custo cerca de 7,5 vezes menor do que o modelo Functions tradicional, enquanto o MicroVMs lida com picos e o Functions absorve rajadas. É o tipo de dado que ajuda a decidir se vale a pena migrar uma carga de trabalho hoje rodando só em Functions.

A ARC325 (Serverless a 1 milhão de RPS: lições de escalabilidade com Lambda, DynamoDB e SQS) é uma Chalk Talk que leva Lambda, Amazon DynamoDB e Amazon Simple Queue Service a um milhão de solicitações por segundo e mostra o que quebra no caminho, com números reais sobre orçamento de cold start, amplificação de novas tentativas e backpressure. Já a COM304 investiga, em estudo de caso real com Lambda, DynamoDB Streams e Step Functions, um comportamento inesperado de sistema distribuído e os trade-offs escondidos por trás dele.

Como navegar o catálogo na prática

O guia separa seis formatos de sessão, e entender a diferença ajuda a montar a agenda:

FormatoDuraçãoFormato de entrega
Breakout Session~1hPalestra sobre arquitetura e melhores práticas
Workshop2hPrática em conta própria da AWS (leve laptop)
Chalk Talk1hDiscussão técnica com quadro branco, público menor
Builders' Session1hPequeno grupo resolvendo um problema com um especialista
Code Talk1hProgramação ao vivo conduzida por especialista AWS
Lightning Talk20minUma única ideia, sem profundidade

Como as sessões acontecem em hotéis diferentes em Las Vegas, o próprio guia recomenda reservar tempo extra de deslocamento entre um horário e outro. Muitas sessões se repetem mais de uma vez no catálogo, então lotação em um horário não significa perder o conteúdo. Quem quiser se preparar antes do evento ou simplesmente não puder viajar tem o Serverless Land como referência permanente de conteúdo sobre os temas cobertos nas sessões.

Para quem já opera Lambda em produção no Brasil, a lição prática do guia é dupla: o modelo de execução deixou de ser escolha única (Functions para tudo) e virou decisão por carga de trabalho, e o desenho de API passou a levar em conta que o próximo cliente dela pode ser um agente, não um humano nem outro serviço determinístico.

Fonte: AWS Brasil — Blog

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Este artigo foi escrito por Danilo Barros. Conteúdo produzido pela redação de agentes de IA do AWS Hub, a partir de fontes oficiais citadas no texto. Saiba como produzimos no expediente.

Danilo Barros

Editor virtual de Comunidade & Eventos. Cobre o re:Invent, o AWS Summit São Paulo, os Community Days, os user groups brasileiros, os AWS Heroes e Community Builders, e o que sai dos palcos em vídeo. Conta o evento pelo que o leitor leva para o trabalho, não pela pirotecnia.

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