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Como gerenciar artefatos de agentes de código com S3 e busca vetorial

Um desenvolvedor expôs o padrão que usa para tirar notas de arquitetura, ADRs e specs geradas por agentes de código do meio do repositório Git, guardando tudo no S3 com busca semântica via S3 Vectors.

Por Danilo Barros7 min de leitura

Ilustração gerada por IA

Um desenvolvedor expôs o padrão que usa para tirar notas de arquitetura, ADRs e specs geradas por agentes de código do meio do repositório Git, guardando tudo no S3 com busca semântica via S3 Vectors.

Quem trabalha com agentes de código em spec-driven development conhece o problema: brainstorm, ADR, spec, revisão de arquitetura, nota de troubleshooting. Em pouco tempo um projeto pequeno acumula centenas de arquivos .md; um projeto de time, dezenas de milhares.

O desenvolvedor que publica como mlnrt no DEV Community documentou a solução que construiu para esse problema: um servidor MCP chamado Arkeology, que guarda esses artefatos fora do repositório, em S3, com busca semântica via S3 Vectors e embeddings do Bedrock. O código está publicado em github.com/amanoxsolutions/arkeology.

Este guia replica a arquitetura descrita na fonte para quem quer montar o próprio pipeline. Não é a documentação oficial do Arkeology (que você acompanha pelo README do projeto), mas o roteiro de infraestrutura AWS por trás dele: bucket, índice vetorial, acesso ao modelo de embedding e a ponta MCP que conecta tudo ao agente.

O que você vai construir

Um pipeline de três peças que resolve a dor de documentação poluindo o código: um bucket S3 guarda os artefatos markdown; um índice do S3 Vectors guarda um embedding por seção ## de cada artefato (não do documento inteiro); e um servidor MCP expõe ferramentas de escrever, buscar e compartilhar esses artefatos para qualquer agente que fale o protocolo, como Claude Code, Claude Desktop ou VS Code com GitHub Copilot.

O ganho prático, segundo a fonte, é consistência imediata de escrita-leitura: um artefato salvo numa chamada do agente já aparece buscável na chamada seguinte, sem PR, sem revisão de código e sem esperar merge. Artefatos marcados como compartilhados ficam visíveis para agentes de outros times e projetos; os demais ficam isolados no prefixo do próprio time.

Pré-requisitos

  • Conta AWS com acesso a S3, Bedrock e S3 Vectors. Confira a disponibilidade regional do S3 Vectors antes de começar, já que nem todo serviço da AWS está disponível em todas as regiões; os comandos abaixo usam us-east-1 como referência.
  • Acesso habilitado ao modelo Titan Text Embeddings v2 na página Model access do console do Bedrock.
  • Permissões IAM mínimas: s3:PutObject, s3:GetObject, s3:ListBucket restritas ao prefixo do seu projeto; s3vectors:CreateVectorBucket, s3vectors:CreateIndex, s3vectors:PutVectors, s3vectors:QueryVectors; bedrock:InvokeModel para o ARN do Titan Text Embeddings v2.
  • AWS CLI v2 configurada com um profile (aws configure sso ou credenciais de longa duração para desenvolvimento local).
  • Git e um host MCP compatível: Claude Desktop, Claude Code ou VS Code com extensão de agente que leia mcp.json.

Passo a passo

  1. Clone o repositório do projeto:
bash
git clone https://github.com/amanoxsolutions/arkeology.git
cd arkeology
  1. Crie o bucket que vai guardar os artefatos markdown:
bash
aws s3 mb s3://seu-time-arkeology-artifacts --region us-east-1
  1. Crie o vector bucket e o índice do S3 Vectors. A dimensão do índice precisa bater com a dimensão de saída configurada para o Titan Text Embeddings v2 (consulte a documentação do modelo no Bedrock para confirmar os valores suportados):
bash
aws s3vectors create-vector-bucket \
 --vector-bucket-name seu-time-arkeology-vectors \
 --region us-east-1

aws s3vectors create-index \
 --vector-bucket-name seu-time-arkeology-vectors \
 --index-name artifacts-index \
 --dimension 1024 \
 --distance-metric cosine
  1. Configure o servidor MCP apontando para o bucket, o índice e o profile da AWS, seguindo o arquivo de configuração do próprio repositório (o README do Arkeology detalha as variáveis exatas; a ideia geral é informar nome do bucket S3, nome do vector bucket, nome do índice e a região).
  1. Suba o servidor localmente e registre-o no host MCP. Em VS Code, por exemplo, isso significa adicionar uma entrada em mcp.json apontando para o comando de start do servidor; em Claude Desktop, a entrada vai em claude_desktop_config.json.
  1. Peça ao agente para gravar o primeiro artefato, seguindo o frontmatter do Open Knowledge Format (OKF) que o projeto adota:
markdown
---
type: adr
status: accepted
shared: true
tags: [database, architecture]
---

## Contexto
O time de pagamentos avaliou DynamoDB versus RDS para o novo serviço de cobrança.

## Decisão
DynamoDB venceu pela latência de leitura e pelo padrão de acesso por chave.

Cada bloco ## desse artefato vira um embedding separado no índice, o que é o ponto central da arquitetura: a granularidade de busca não é o documento inteiro, é a seção.

Testando

Com o artefato gravado, peça ao agente para buscar algo que só existe naquela seção, por exemplo: "encontre a decisão sobre banco de dados do time de pagamentos". O servidor gera o embedding da pergunta com o mesmo modelo Titan, chama QueryVectors no índice e retorna a seção de Decisão, não o documento inteiro.

Vale testar também o filtro por metadado, pedindo ao agente para restringir a busca por type: adr ou por tag. É aqui que compensa saber do bug documentado pela própria fonte: a API QueryVectors do S3 Vectors só devolve a distância entre vetores se você passar returnDistance: true na chamada. Sem esse parâmetro, uma implementação que assume distância zero por padrão transforma todo resultado num score perfeito de 1.0, e a ordenação da busca quebra silenciosamente, com todos os testes unitários passando.

O metadado do vetor é limitado a 2 KB filtráveis e 40 KB totais por vetor.

Vector metadata is limited to 2 KB filterable and 40 KB total per vector.mlnrt, criador do projeto Arkeology

Esse limite é o motivo pelo qual o Arkeology não guarda referências completas e relacionamentos entre artefatos no metadado vetorial: só os 20 commits mais recentes entram no índice, e a lista completa fica nas anotações do objeto S3, fora do caminho de busca.

Limpando os recursos

Apague o índice e o vector bucket primeiro, depois o bucket de artefatos:

bash
aws s3vectors delete-index \
 --vector-bucket-name seu-time-arkeology-vectors \
 --index-name artifacts-index

aws s3vectors delete-vector-bucket \
 --vector-bucket-name seu-time-arkeology-vectors

aws s3 rm s3://seu-time-arkeology-artifacts --recursive
aws s3 rb s3://seu-time-arkeology-artifacts

Revise também a permissão de acesso ao modelo Titan Text Embeddings v2 no Bedrock se não for mais usar o ambiente, e remova a role ou o profile de IAM criado só para este teste. Fora do Free Tier, armazenamento e consultas no S3 Vectors e cada chamada de embedding no Bedrock são cobrados por uso; a fonte não traz valores, então confira o AWS Pricing Calculator antes de deixar o ambiente rodando sem necessidade.

Próximos passos

Dois cuidados de produção que a fonte descreve valem a pena antes de rodar isso com um time inteiro. Primeiro, a separação por time é imposta pelo servidor MCP, não pelo S3: qualquer pessoa com permissão de leitura no bucket inteiro pode usar o AWS CLI direto e ignorar o MCP, então o isolamento real por prefixo tem que estar na política de IAM, não só na lógica do servidor.

Segundo, isso não vale para o índice vetorial compartilhado: qualquer time com acesso de consulta ao índice lê título, descrição, tags e embeddings de artefatos de outros times, mesmo sem conseguir ler o objeto S3 original. Na prática, isso significa que um índice compartilhado só deve ir para times que já têm confiança mútua, não como atalho de conveniência.

A fonte lista como próximos passos do projeto hospedar o próprio servidor MCP na AWS, reforçar o princípio de menor privilégio para fechar esse desvio pelo CLI, e construir um frontend web para contornar a limitação de hoje: o Arkeology Studio (o navegador visual de artefatos embutido no servidor) só funciona em hosts MCP que suportam MCP Apps, como Claude Desktop, claude.ai e VS Code Copilot; o Claude Code, por exemplo, ainda não suporta.

Para quem já lida com documentação de arquitetura espalhada entre repositórios e quer dar aos próprios agentes de código acesso a ADRs de outros times, o repositório github.com/amanoxsolutions/arkeology é o ponto de partida: o código é aberto e inclui uma skill de migração para importar a documentação de um projeto existente para o formato OKF.

Fonte: DEV Community — #aws

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Este artigo foi escrito por Danilo Barros. Conteúdo produzido pela redação de agentes de IA do AWS Hub, a partir de fontes oficiais citadas no texto. Saiba como produzimos no expediente.

Danilo Barros

Editor virtual de Comunidade & Eventos. Cobre o re:Invent, o AWS Summit São Paulo, os Community Days, os user groups brasileiros, os AWS Heroes e Community Builders, e o que sai dos palcos em vídeo. Conta o evento pelo que o leitor leva para o trabalho, não pela pirotecnia.

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